sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A ADEMG INFORMA:

     Após quase 6 meses de cirurgia, atingi a marca de 54 Kg a menos. Um excelente resultado, mas ainda há muito a ser trilhado. A próxima meta, sem dúvida, é reduzir o peso a apenas 2 algarismos. Vamos à luta.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

GLICOSE CONTROLADA – FIM DO DIABETES

          Uma das previsões mais alvissareiras dos médicos se concretizou recentemente: a glicose atingiu níveis clinicamente saudáveis e pode-se afirmar tecnicamente que não sou mais diabético. Aliás, vale lembrar, o diabetes, juntamente com a hipertensão arterial, foram as comorbidades que levaram e “auxiliaram” na indicação clínica do procedimento cirúrgico da gastroplastia.


           Realmente, com o fim daqueles pratos imensos de comida, após a cirurgia você fica mais seletivo no que come. Primeiro porque não cabe quase nada em seu tanquinho”, como eu carinhosamente apelidei meu novo estômago. Segundo porque, não cabendo quase nada mesmo, você não vai enchê-lo de porcarias, não é? É como um carro compacto em que você tem que aproveitar cada espaço vago somente com carga que tenha realmente utilidade; não dá para encher de comida gordurosa, pesada ou que não tenha alguma utilidade alimentar.
        
           E para ajudar (ainda bem!) eu nunca fui muito fã de doces, o que é algo bastante significativo para um obeso. Isso porque se você se enche de doces, mal ou bem você está ingerindo muito açúcar e, todos sabemos, o açúcar nunca foi amigo das pessoas, quanto mais daquelas pessoas obesas ou mesmo diabéticas.

          Por ora é só.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

ACADEMIA - FOTOS HISTÓRICAS

     Apresento agora duas fotos que devem entrar para a história da Medicina, da Fisioterapia, da Educação Física e da superação humana: Mauro Franco fazendo academia.


terça-feira, 14 de setembro de 2010

TOSSIR, UM PROBLEMA.

     Embora tenha ocorrido comigo por uns poucos dias e passado logo, desde antes da cirurgia fui assaltado por um medo imenso de tossir. O que me deixou meio aliviado foi que a cirurgia ocorreria ainda em maio, quando o clima não estaria tão frio ainda (na verdade, lá para o meio de junho fez um frio de doer os ossos, mas os dias críticos já haviam passado).

     Por que a preocupação com uma eventual tosse? A resposta é óbvia: você tem um palmo e meio de cicatriz ainda não fechada entre o tórax e o umbigo, da qual, é bom não esquecer, vaza uma secreção. Além disso, por dentro, você teve o estômago seccionado e foi premiado com duas recentes e não totalmente cicatrizadas ligações "diretas", a saber:
     a) do estômago "novo" até o intestino delgado;
     b) do estômago "antigo" até uma nova entrada no intestino delgado.

     Também é bom não esquecer que você foi literal, cabal e totalmente aberto de cima até embaixo e mexeram, reviraram, cortaram, cutucaram e te costuraram por dentro e por fora. Em resumo, está tudo extremamente sensível ao toque e a qualquer movimento por mais suave que seja, que dirá então ao movimento de distensão e contração do tórax e do abdómen durante as "crises" de tosse. Então, o medo de "pegar" uma tosse por qualquer motivo que seja se encontra plenamente justificado.

     E se a tosse vier, o que fazer? Aí não tem jeito, mesmo, vai doer com força. O problema, como já disse linhas acima, são os movimentos de expansão e contração do tórax e do abdómen. Para evitar um mal maior, abrace seu velho amigo das noitadas: o travesseiro. Isso mesmo, o travesseiro permite uma expansão mínima do tórax e do abdómen, sem deixar, contudo, que ela seja muito violenta, abrupta, amortecendo-a. Resultado, você tosse, mas os "trancos" (e as dores) são menores. É uma solução simples e prática, que apresenta resultados satisfatórios e não tem contra-indicações, até onde eu saiba (só se você tiver alergia a travesseiro....). Ah, o método também vale para quando você quiser espirrar.

     Persistindo a tosse (ou os espirros), consulte seu médico sobre o que você pode tomar para diminuí-la ou suprimí-la completamente. Por hoje é só.

domingo, 12 de setembro de 2010

MAIS UMA DA SÉRIE "EU ERA ASSIM, FIQUEI ASSIM

    

Para os amantes das fotos comparativas,
uma montagem feita especialmente para mim.

100 DIAS - 2 NOVAS FOTOS

     Como parte da programação para comemorar os 100 dias após a cirurgia, apresento
2 fotos do dia 12.09.2010.

Na primeira, como um gordinho simpático e quase desportista.


Na segunda, como um pacato, dedicado e atencioso pai de família numa tarde de sábado
à beira da piscina (observem o rosto de felicidade da minha menina).
Ah, o relógio digital recém-adquirido é utilizado nas caminhadas.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

PLACAR DOS 100 DIAS

A ADEMG ANUNCIA: 100 DIAS APÓS A CIRURGIA, FORAM TOTALIZADOS 39 KG A MENOS       1 Kg foi anulado por erro do juiz - kkkkk.

Este anúncio é uma oferta do seu distribuidor Emagrecerol, rol, rol, rol (agora em nova embalagem e com eco).

Logo, logo eu posto uma foto atualizada.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

100 DIAS

     Ontem, 06 de setembro, completaram-se 100 dias da cirurgia. Muita coisa ocorreu, foram muitos acertos e alguns erros. Após a consulta do dia 09, volto aqui para fazer uma análise do período.

domingo, 29 de agosto de 2010

"ANIMA, VAGULA, BLANDULA" ou "DE COMO UM POUCO DE VINHO NÃO MATA NINGUÉM"

     Mais uma da série "por que é que eu não posso?"

     Bom, se até os padres podem, por que os gastropastizados não podem? Pois é, uma ou duas taças de vinho não matam ninguém e fazem a gente se sentir muito bem. Aparentemente sem contra-indicações, não tive nenhum problema em me perfilar aos discípulos de Baco por algumas parcas horas, mesmo porque um bom vinho espanhol, chileno ou italiano carrega em si um ar de nobreza, de intelectualidade, até meio blasé, de contido distanciamento das atribulações da vida para, enfim, pensar, ruminar, filosofar.

     É claro que os ortodoxos mais radicais (pleonasmo?) iram se arrepiar com tal fato como se estivessem defronte de uma non sancta  heresia. Paciência... Quem sabe acordam eles para a vida e descobrem que nada pode ser tão extremamente rígido quanto eles pretendem?

     Fica aqui o velho ditado: certas coisas podem até fazer mal para o corpo (o que em verdade, neste caso, não ocorreu), mas fazem um bem enorme para a alma. E a alma deve também ter seus momentos de liberdade, pois é nela que o homem consegue voar, livre dos limites do corpo e das agruras da vida, numa relação ao mesmo tempo dependente e dialética. Assim falou Adriano (Publius Aelius Traianus Hadrianus): Anima, vagula, blandula...

domingo, 22 de agosto de 2010

SE NÃO CAI BEM, VOLTA, ESTA É A REGRA: VOLTOU.

     Verdades devem ser ditas. Ainda que doam em nós mesmos, fazem parte do aprendizado. Já tinha ouvido falar das pessoas submetidas à cirurgia bariátrica que, de repente, "devolvem" aquilo que comeram, no mais das vezes por excesso (se o tanquinho encher, acabou, isso eu já sabia desde pequenininho). Não foi por exagero no prato, mas foi o que aconteceu comigo hoje após o almoço.

     Entretanto, acho que identifiquei o culpado: nada de diferente, apenas um molho esquisito que aparentava estar saboroso. Uma colher de sopa bastou para literalmente entornar o caldo. No início apareceu como uma leve pressão no peito que achei que iria passar rapidinho, mas, ao contrário, em quase meia hora de agonia, tornou-se sufocante. Aí não teve jeito mesmo: fazer voltar, discretamente, sem nenhum alarde. Vou poupar meus 26 seguidores dos detalhes sórdidos.

     Isso me lembra um personagem das centenas que Jorge Amado criou e que acabo de esquecer o nome (acho que era Balduíno) e que vivia dizendo "vivendo e aprendendo". Se é assim, aprendi! Nada de experiências exóticas, pelo menos por enquanto.

     Abraços.

domingo, 15 de agosto de 2010

MAIS EQUIPE ASSEJUR

Agora coube mais uma parte da equipe Assejur. Para quem não sabe, 
o bonitão de gravata azul sou eu, quase magro.

domingo, 8 de agosto de 2010

MENSAGEM DO DIA DOS PAIS

     Abro aqui uma brecha para prestar uma homenagem aos pais pelo dia de hoje. Transfiro a todos eles a homenagem a mim feita por minha filha, Daniela (http://danielacfranco.blogspot.com/), neste pequeno e emocionante video. Obrigado, Dani. Amo você demais. Parabéns a todos: http://www.youtube.com/watch?v=x0EaBBtHRCI

GRANDES TENTAÇÕES - PEQUENOS DESLIZES


     Como meus amigos já sabem, vivo dizendo que " o que faz mal para o corpo pode fazer bem para a alma". Assim, nada como satisfazer um grande desejo, uma pequena válvula de escape para quebrar a monotonia e voltar a "viver perigosamente", ainda que por um fugaz instante. Nada muito comprometedor, apenas um desejo satisfeito: comer pizza. Ainda que a porção seja mínima, vale a satisfação. E o melhor, me senti muito bem, desceu sem problema. Risco controlado, sem abusos e com total segurança.Queria comer pizza, comi pizza.  Confira na foto abaixo.



Mais um petisco: casquinha de siri. Também não fez mal algum ao meu estômago. E me senti como um rei em um banquete, em razão do sabor "exótico" da iguaria. Além do mais, a textura pastosa facilitou o acesso.
Valeu mesmo.



Obs. - O limão foi usado só como enfeite.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

ATIVIDADES FÍSICAS - O RETORNO

     Bem,  passadas cerca de 6 semanas da cirurgia iniciei as caminhadas, ainda que sem forçar. Como mencionei outro dia neste cantinho do ciberespaço - já li isso em algum lugar - caminhar é algo que o obeso aprende a abrir mão, seja para conversar com alguém, ir ao banco (ainda bem que tem a internet, né?), ou simplesmente perambular por aí. Para um obeso soa quase como heresia você obriga-lo a andar mais de 20 passos sem um bom motivo. Como bons motivos indicamos ir à pastelaria, comer um sanduiche com pelo menos 1 kg e pingando gordura de bacon, atacar uma generosa fatia de um Floresta Negra, um banana split, etc. E haja fôlego para andar tanto, mas, podemos dizer, esses pequenos petiscos, para o obeso, valem o esforço e o suor. Isso sem falar no medo de cair e ficar estalelado no chão como um quibe sem pernas. Vale lembrar que o obeso normalmente tem um medo terrível de cair, outro bom motivo para evitar caminhadas.

     O processo de iniciar as caminhadas precisa de muita coragem e determinação. Você simplesmente não sabe se vai dar certo ou não. Fato é que, já disposto a caminhar, após 3 semanas de cirurgia comprei meu primeiro "tênis para caminhadas", última tecnologia, pelo qual paguei os olhos da cara, tudo em nome do esporte. Devo confessar que meus antecedentes no uso de tênis nunca foram muito promissores para os fabricantes: meus tênis costumavam durar aproximadamente 4, 5 anos, isto significa que, se dependesse só de mim, as fábricas de tênis estariam fechadas há muitos anos.

     Vestido de atleta, camisa, calção, tênis, meias e fone de ouvido com uma seleção de Genesis, Allman Brothers e Rick Wakeman (sem falar na minha companheira de todas as horas, aquela que nunca me abandona, grudada em mim quase 24 horas por dia, a cinta abdominal), preparei-me para o desafio. Assim paramentado de atleta, comecei as caminhadas, andando cerca de 1.600 metros por dia, 2 dias da semana. É claro que após cada volta de 400 metros, dava uma paradinha estratégica. Devagar, hoje já faço 3.600 metros em 2 séries de 800 metros, 1 série de 1.200 metros e mais uma série de 800 metros para finalizar, com pequenos intervalos entre as séries e sem competir com ninguém. Só salvo o melhor tempo do dia, para controle. Devagar eu chego lá. Ainda vou falar da minha intenção de praticar um esporte de contato, tipo karatê, jiu-jitsu ou taekwondo, mas isso só o futuro dirá. Qualquer dia tiro uma foto e posto por aqui.

Por hoje é só. Abraços aos visitantes e seguidores.

MAIS UMA FOTO DA VELHA SÉRIE "EU ERA ASSIM, FIQUEI ASSIM".

A foto menor é de janeiro e a maior de julho/2010.
Já dá pra notar uma leve diferença, não dá?

sexta-feira, 30 de julho de 2010

FOTO COMEMORATIVA DE 2 MESES DE CIRURGIA

Parte da equipe de trabalho da Assejur, em 30.07.2010.
Além de ser muito boa no que faz, essa turma me ajuda muito no controle alimentar.
Obs.1 - Ainda faltam 3 membros. Quando eu emagrecer mais um pouco vão caber os outros (rsrs).
Obs.2 - Livinha (de vermelho) é agregada do Controle Interno.
Obs.3 - Aquele calendário na parede do fundo ficou ridículo.
(créditos da foto: Paulo Roberto)

terça-feira, 27 de julho de 2010

PEQUENOS AVANÇOS PESSOAIS (Parte 2)

     Continuo com a apresentação dos hábitos que abandonamos em razão do peso e voltamos a praticar após a perda de alguns quilos.

   4- Cortar as unhas dos pés. Uma variante do item anterior (dobrar as pernas ao sentar), que também pode ser associado ao ato de amarrar sapatos. De repente você não consegue mais alcançar as unhas tempo suficiente para corta-las. O esforço é tremendo e implica prender a respiração tempo suficiente para ficar mais próximo dos pés, quando você por alguns momentos adquire na face um tom azul esverdeado. O mesmo esforço é necessário para amarrar sapatos, etc.

     5- Andar, caminhar, etc. Você não percebe, mas de repente ficou escravo do automóvel ou dos serviços públicos de transporte coletivo. Eu, por exemplo, até pouco antes da cirurgia, fazia 4 caminhadas ao dia: da porta da sala até o carro, do carro até meu local (sala) de trabalho e vice-versa. Dava um total de ...50 metros por dia, nem um pouco atlético. Você, quando percebe, não está levantando nem para tomar água, ir ao banheiro, à sala ao lado, ou mesmo cumprimentar alguém. Se é chefe e conta com colegas compreensivos, pede que alguém lhe sirva água; se não é, morre de sede.

     6- Sentar em cadeiras de plástico. Muitas vezes já me perguntei quem foi o sádico que inventou tais instrumentos de tortura psicológica contra os obesos. Ele, tenho certeza, não passa nem na porta do céu. Considero uma grande covardia contra os obesos oferecer-lhes uma dessas cadeiras para sentar.  O gordo não consegue definir entre firmar as pernas para não passar vergonha se a cadeira quebrar ou relaxar e viver perigosamente alguns minutos. Os assumidos como eu não se envergonham em colocar duas cadeiras (uma sobre a outra) e sentar, mas é algo muito difícil de fazer sem se sentir constrangido. Ai que saudades dos móveis de madeira maçica, de ferro ou de fórmica.

     7- Andar de bicicleta - O saudável hábito é abandonado tão logo você começa a se sentir ridículo em cima de uma "magrela". E é por isso mesmo: você, enorme, em cima de uma magrela. Há muitos anos, muitos mesmo, alguns amigos meus qualificaram geometricamente aquela figura rotunda sobre a bicicleta. "Parece um círculo cortado por uma secante", sentenciaram. Aí não teve jeito, abandonei o esporte de vez.
     8- Enxergar abaixo da linha da cintura..., nem vou tocar no assunto.

     Há muito mais hábitos que abandonamos em razão do peso e que voltamos a exercer após a cirurgia. Quem quiser, pode completar ou dar ideias, aceitamos sugestões. Até outro dia.

terça-feira, 20 de julho de 2010

PEQUENOS AVANÇOS PESSOAIS (Parte 1)

     Quem não é gordo, não faz a mínima ideia (agora sem acento, horrível) do que o obeso sofre, ainda que nas mínimas coisas do dia-a-dia. Com a cirurgia, a perda de massa e a redução do peso, alguns hábitos de há muito esquecidos voltam naturalmente: Vejamos alguns exemplos:


     1- Agachar. Pegar algo no chão é um tormento para qualquer um com sobrepeso.
     Você pode até tentar, mas não sabe a) se a roupa vai rasgar; b) se os outros objetos em sua mão vão cair; c) se você vai conseguir ficar de pé novamente ou se vai terminar no chão junto com aquilo que caiu.
     É simplemente humilhante ver que alguém muito mais velho que você e que deveria ter no mínimo artrite ou reumatismo, agachar como uma criança de 3 anos de idade, pegar o objeto que caiu, entrega-lo a você ainda sorrindo, sem bufar e ainda te lançar um olhar de pena.


     2- Andar de ônibus. Simplesmente um martírio. Eu mesmo não faço isso há tanto tempo que os computadores da época usavam monitor de fósforo verde e os textos não tinham cedilha. Se você conseguir escapar da humilhação de agarrar na roleta (enquanto todo mundo aposta contra e você se torna o centro das atenções), assim que encontrar um assento disponível verificará que ele não comporta mais de 2/3 do seu corpo. Há a possibilidade de viajar sozinho (com metade do pessoal te olhando de cara feia), mas isso hoje é  praticamente impossível em razão de um dos mais modernos princípios que regem o transporte público: quanto mais gente num mesmo veículo, melhor.
     Vou terminar esse item sem falar em aviões, táxis (normalmente o taxista desvia o olhar e assobia, como a dizer que não está trabalhando naquele momento) e outros meios de transporte, que obviamente dispensam comentários.


     3- Dobrar as pernas ao sentar. Aquele gesto elegante e masculino de sentar e colocar uma das pernas sobre o joelho da outra, dependendo do seu tamanho (principalmente do abdomen), peso e destreza, acabou-se para sempre. Por mais que você tente, o máximo que conseguirá será segurar uma perna sobre a outra por cerca de 20 segundos, tempo suficiente para que ela escorregue e você perca toda a classe. Disfarce o fato com um sorrizinho sem graça, olhe para cima e diga "gostei da pintura nova". (continua)

domingo, 18 de julho de 2010

MAIS FOTOS ANTES/DEPOIS

     Esta postagem é só para colocar mais fotos. Sei que tem a turma que gosta do "antes" e do "depois", tipo
     "Eu era assim" X "Eu fiquei assim".
     Para que gosta, então aí vai:

A foto de cima é de janeiro de 2010; a de baixo é de 14 de julho de 2010.

VOLTEI!

     Após um tempo de ausência (quando eu achava que não acontecia nada de novo), resolvi, como minha mãe dizia, "dar o ar da graça.
     A dieta vai bem, embora tenha notado uma evolução ainda muito tímida, pois entrei em novo regime agora. Apesar do avanço em termos de dieta, parece que uma tartaruga vai me passar em breve. Vale lembrar: somente o nutricionista pode nos dar a segurança necessária para fazermos uma dieta equilibrada e sem percalços. Não fosse isso, seria somente tentativa, erro e ... hospital. Se a paciência é uma virtude, sejamos virtuosos. Nossos sinceros cumprimentos aos nutricionistas.

    
Fotos:
A primeira com o então Vice-Governador Anastasia na Serra da Piedade, um mês antes da cirurgia.
A segunda, no mesmo local (apenas mais neblina) cerca de um mês após a cirurgia
(Já dá pra notar alguma diferença?).

quinta-feira, 1 de julho de 2010

20 KG A MENOS

     Agora é oficial: após 30 dias da cirurgia, 20 kg a menos. Não estou contando o preparatório, isto é, aqueles quilos que você deve perder antes do procedimento propriamente dito, algo como um demonstrativo de boa vontade. Os médicos entendem que a perda de peso antes da cirurgia como um indicativo da adesão do paciente ao tratamento que, obviamente, não se resume ao ato cirúrgico em si, mas a uma ação complexa em que atuam os mais variados profissionais da área médica, incluindo, como já mencionado, o cirurgião e sua equipe, psicólogo, psiquiatra, fisioterapeuta, nutricionista e até fonoaudiólogo (para reensinar a mastigar, acredita?). Os 20 kg a menos são um resultado muito animador e dentro da meta prevista, mas ainda pequeno em relação ao peso total. Muito tempo há de ser necessário até que eu possa apresentar alguma diferença visível. O caminho é longo, mas eu já comecei. As roupas largas demonstram a perda melhor que as fotos, eu acho.
    
Acima, duas fotos, uma (esquerda) 30 dias antes e outra (direita) 30 dias após a cirurgia.

domingo, 27 de junho de 2010

ALIMENTAÇÃO 3.0 - A NOVA FASE

Finalmente comida de verdade, ainda que tudo bem amassado.
Quase papinha, como nos tempos de criança.
O futuro parece promissor.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

ALIMENTAÇÃO 2.0

Da água de sopa à sopa batida.
Podem até não acreditar, mas foi uma grande evolução.

terça-feira, 22 de junho de 2010

MINHA PRIMEIRA REFEIÇÃO


Após 2 dias da cirurgia, a primeira refeição:
uma sopinha rala acompanhada de gelatina.

SUS - UMA FRUSTRAÇÃO

     Em outubro de 2008, com o apoio de amigos, iniciei a peleja para realizar a cirurgia bariátrica através do SUS (Sistema Único de Saúde/INSS). Lá fui eu feliz da vida para BH a fim de realizar a cirurgia o mais breve possível (ilusão total), afinal estava chegando numa idade em que (quase) tudo começa a falhar.

     Após as primeiras 2 ou 3 consultas (dois meses) fui “redistribuído” para o Hospital das Clínicas. Novas consultas e descobri que você tem que passar por vários profissionais de saúde e realizar duas centenas de exames até que os médicos, em consenso, declarem que você é um gordo responsável (pasmem, saudável e consegue emagrecer sem cirurgia!!!) e se encontra apto a enfrentar a terrível mesa de operações.

     O problema é que até a bateria de médicos te atender (cirurgião, endocrinologista, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, psiquiatra e vários outros) lá se vão mais preciosos meses.

     Outro problema: você tem que fazer intermináveis exames e, à exceção daqueles ditos “de sangue”, eles podem demorar mais intermináveis meses, pois não menos que 3 vezes ouvi dizer que “a máquina quebrou”, “nossa cota de exames acabou”, “volte daqui a 3 meses para ver se já podemos marcar” (para mais 3 meses de espera). Você então, para adiantar o que der, decide arcar com os ônus financeiros dos exames, numa ingênua tentativa de acelerar o procedimento.

     O pior é que os meses se passam e você descobre que a cada consulta um profissional novo aparece e você aumenta o número de medicamentos que precisa tomar, ou seja, suas condições clínicas pioram e você fica cada vez mais longe da tão desejada cirurgia. Acho que é assim que as pessoas morrem na fila da cirurgia, esperando, sendo empurradas com a barriga pelo sistema que não tem condições de suportar o número de pacientes. E, se você morrer na fila, o sistema agradece: é como um filtro natural...

     Resultado de um ano de espera: Bye, bye SUS; Hello Plano de Saúde Privado. E lá fui eu.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

5 KG A MENOS

     Após 2 semanas de cirurgia consegui uma perda de 13 quilos. Não é muito em se considerando meu peso total, mas conheço gente que daria a mão direita para emagrecer 13 kg. Não estou escrevendo muito, mas prometo ser mais prolixo nas próximas semanas.

domingo, 13 de junho de 2010

quinta-feira, 10 de junho de 2010

VÍDEO DA CIRURGIA - VIDEOLAPAROSCOPIA

     Antes de me submeter ao procedimento, assisti esse vídeo bem esclarecedor e didático. A técnica me impressionou. Antes porém, um aviso: é apenas para quem suporta cenas fortes.  http://www.youtube.com/watch?v=0aIV5ET1ujQ

terça-feira, 8 de junho de 2010

PRIMEIRA CONSULTA - BYE, BYE DRENO

     Hoje tive minha primeira consulta pós-cirurgia (10 dias) e pós-alta (7 dias). Tudo perfeito. O dreno quase seco, só um vazamento na cicatriz ao qual meu médico denominou "ceroma".
     Quanto ao dreno, este foi finalmente separado de mim e não vai deixar saudades. Que ele siga seu caminho enquanto eu sigo o meu...
     Como ninguém se prontificou a verificar meu peso, eu mesmo o fiz e descobri estar 8 quilos mais leve. Ótima notícia em se considerando que apenas 10 dias se passaram desde a cirurgia. Engraçado é que aparentemente não faz muita diferença, não. Deve ser porque eu estou muito grande.
     Esse é um tema interessante de discutir: quando é que você descobre que está muito acima do peso. No meu caso, como havia "brigado" com a balança já há muito tempo (há anos não me pesava), optei pela cirurgia por motivo de saúde, eis que sou hipertenso e, há dois anos, diabético. Minha intenção inicial era evitar complicações advindas dessas duas doenças cumuladas com o sobrepeso. Nunca me vi (ou me reconheci) como obeso e não me submeti à cirurgia por vaidade, mas por motivo de saúde. É claro que benefícios advirão, mas minha meta inicial era conseguir uma maturidade (a velhice ainda demora um pouco) digna e saudável. Acho que estou no bom caminho.
   

domingo, 6 de junho de 2010

UMA BOA NOTÍCIA. A GLICOSE CAI.

     Após tantos dias "comendo" gelatina, sopa e líquidos, uma boa notícia se confirmou: os níveis de glicose no sangue progressivamente vão sendo reduzidos, como demonstrado na foto acima. Esperança para diabéticos como eu. De repente, não sou mais diabético.

NOVOS VAZAMENTOS

     Após 7 dias de cirurgia apareceu outro incômodo. Os vazamentos antes restritos ao dreno na lateral do abdômen (que por sinal vão diminuindo) agora são acompanhados por um gotejamento constante em dois pontos da cicatriz. Após consulta a um e a outro "gastroplastizados" conhecidos meus, fiquei sabendo daquela velha história: - É assim mesmo. Logo, em uns 15 dias, acaba! Fica saindo uma aguinha meio gordurosa, não é nada complicado. É normal.
     Então está certo, é só esperar e adquirir toneladas de gaze para limpar o local e mantê-lo seco. Médico só terça-feira. Enquanto isso vou secando o local.

sábado, 5 de junho de 2010

TODO MUNDO SE REÚNE EM UMA MESA - E COME...

     O ato de comer, como não poderia deixar de ser, é inerente ao ser humano, como aos animais. Questão de sobrevivência, nascemos com o "instinto" de comer. O problema é quando você se submete a uma cirurgia como a gastroplastia e, ainda no início de seu restabelecimento, se vê massacrado pela mídia. Parece que todo mundo canta aquela velha canção:

Comer, comer,
Comer, comer,
É o melhor para
poder crescer.

     No dia seguinte à cirurgia, já livre dos incômodos da anestesia, é só ligar a televisão e está lá: propaganda de tudo o que é comida, até parece que 50% da verba de publicidade da televisão está ligada a alimentos. Nas novelas é pior. Nunca vi comer tanto. Até as classes menos favorecidas, das comunidades, comem pelo menos cinco vezes ao dia, e que mesa farta.
     Aqui mesmo onde estou convalescendo, nunca vi a turma comer tanto. Deve ser porque eu comia junto....
     Bom, de tentação em tentação a gente vai levando... e tentando ficar de boca fechada, só pensando:
     - Que sopinha rala gostosa!!!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

VOCÊ PRECISA DE ALGUÉM

     É inexorável: você vai precisar de alguém.
     Pode ser qualquer pessoa, esposa, esposo, parente, amigo, conhecido, desconhecido, só não vá sozinho. Se não tiver, procure urgente, você vai precisar dessa pessoa tanto ou mais quanto o ar que respira. No meu caso, sobrou para a esposa.
     Seu "apoio estratégico" tem que ter força física e de vontade, perseverança e sono leve. Paciência de monge é requisito muito apreciado. Ele vai te vigiar, olhar, virar na cama, dar água, "comida", banho, segurar aqueles instrumentos utilizados para recolher os subprodutos indesejáveis do corpo; vai te empurrar pelo corredor para que você pratique a "deambulação" no corredor do hospital, ouvir seus lamentos e gemidos, falar mal do hospital, mas elogiar a enfermeira que demorou menos de vinte minutos para te aplicar um remédio para dor. Vai, com certeza, olhar para você e dizer: isso passa, paciência, é assim mesmo.
     Na dúvida, combine com dois ou mais amigos, para que um assuma assim que o outro perca a paciência com você. Seu humor vai piorar muito. Ante à impossibilidade de ser independente, seu bom humor declina rapidamente e você pode ter uma crise emocional. Sem esquecer que, como já disse, dói muito.
     Meu conselho: não passe o pós-cirúrgico sem alguém a seu lado.

LEIA, INFORME-SE, DECIDA.


     Aviso aos navegantes: dói, e muito. O pós-cirúrgico imediato, para mim, foi extremamente doloroso. Haja remédio para dor. Por mais que você seja hipocondríaco, não há doses de medicamento que justifiquem a cirurgia. Realmente, a cirurgia é - e deve ser considerada - a última alternativa. Há dezenas de outras opções para perder peso e centenas de dietas. Eu mesmo, desde a década de 70, quando acompanhava as vãs tentativas de minha mãe em emagrecer, ouvi falar de várias, quase todas infrutíferas.
    Acredite, mesmo que não produzam resultados satisfatórios, todas elas são melhores que a cirurgia, seja pelo risco em si, seja pelos efeitos e cuidados que você deverá ter pelo resto da vida. É como se fosse sua última chance de levar (ou voltar a ter) uma vida que se aproxime dos padrões normais.
     Vale aqui o velho conselho: sempre procure um médico ou nutricionista na hora de fazer dieta. Também pense muito sobre as consequências e os riscos da cirurgia. Você tem grande chance de emagrecer, se sobreviver às complicações que podem ocorrer. Leia, informe-se, decida.
 

UM PRESENTE NÃO PROGRAMADO

Após a cirurgia descobri que ganhei um acessório: um dreno. Ele sai da lateral do abdômem e fica ali, pendurado, cerca de três centímetros para fora de você, como se fosse um velho amigo seu, feliz da vida. O problema é que ele, por mais que a medicina diga o contrário, não é seu amigo. É um ser indesejado, algo que não estava previsto no "pacote". Um apêndice incômodo. Não é utilizado em todos os casos, mas em mim, foi. Em poucos dias vão retirá-lo, mas até lá você terá problemas.
No início ele veio protegido em uma bolsa de colostomia. Depois que, em casa, você retira a bolsa, seus temores se confirmam. Em resumo, você simplesmente vaza. É como se você colocasse uma mangueira dentro do tanque de gasolina do seu carro e saísse por aí, dirigindo. Todas as leis da física dizem que o combustível vai irremediavelmente sair do tanque, por mais cuidadoso que você seja, e sai mesmo.
É incômodo. Incomoda ao andar, ao deitar, ao levantar, não tem jeito. Você vai sujar a roupa, os lençóis, a cama. Isso quando você não vaza direto no chão. Péssimo para o humor, péssimo para aqueles que te auxiliam. Você incomoda e se sente incomodado.
A medicina precisa aprimorar o método ou evoluir a ponto de suprimi-lo.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

JUSTIFICATIVA


Quase todo mundo conhece alguém que conhece alguém que já fez e cujos resultados foram muito bons, etc, etc. A gastroplastia, também denominada "cirurgia bariátrica" ou "cirurgia de redução de estômago", definitivamente virou moda e é assunto obrigatório em qualquer roda de obesos, assumidos ou não.

A intenção deste blog é permitir que os internautas possam acompanhar a "involução" de um obeso que sofreu a intervenção da gastroplastia. A ideia (óbvio) não deve ser original, mas vou tentar fazer de uma forma diferente, leve onde deva ser leve, mas sem omitir informações que considero essenciais.

Bem-vindos (com hífen porque acho que ainda pode).