domingo, 27 de junho de 2010

ALIMENTAÇÃO 3.0 - A NOVA FASE

Finalmente comida de verdade, ainda que tudo bem amassado.
Quase papinha, como nos tempos de criança.
O futuro parece promissor.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

ALIMENTAÇÃO 2.0

Da água de sopa à sopa batida.
Podem até não acreditar, mas foi uma grande evolução.

terça-feira, 22 de junho de 2010

MINHA PRIMEIRA REFEIÇÃO


Após 2 dias da cirurgia, a primeira refeição:
uma sopinha rala acompanhada de gelatina.

SUS - UMA FRUSTRAÇÃO

     Em outubro de 2008, com o apoio de amigos, iniciei a peleja para realizar a cirurgia bariátrica através do SUS (Sistema Único de Saúde/INSS). Lá fui eu feliz da vida para BH a fim de realizar a cirurgia o mais breve possível (ilusão total), afinal estava chegando numa idade em que (quase) tudo começa a falhar.

     Após as primeiras 2 ou 3 consultas (dois meses) fui “redistribuído” para o Hospital das Clínicas. Novas consultas e descobri que você tem que passar por vários profissionais de saúde e realizar duas centenas de exames até que os médicos, em consenso, declarem que você é um gordo responsável (pasmem, saudável e consegue emagrecer sem cirurgia!!!) e se encontra apto a enfrentar a terrível mesa de operações.

     O problema é que até a bateria de médicos te atender (cirurgião, endocrinologista, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, psiquiatra e vários outros) lá se vão mais preciosos meses.

     Outro problema: você tem que fazer intermináveis exames e, à exceção daqueles ditos “de sangue”, eles podem demorar mais intermináveis meses, pois não menos que 3 vezes ouvi dizer que “a máquina quebrou”, “nossa cota de exames acabou”, “volte daqui a 3 meses para ver se já podemos marcar” (para mais 3 meses de espera). Você então, para adiantar o que der, decide arcar com os ônus financeiros dos exames, numa ingênua tentativa de acelerar o procedimento.

     O pior é que os meses se passam e você descobre que a cada consulta um profissional novo aparece e você aumenta o número de medicamentos que precisa tomar, ou seja, suas condições clínicas pioram e você fica cada vez mais longe da tão desejada cirurgia. Acho que é assim que as pessoas morrem na fila da cirurgia, esperando, sendo empurradas com a barriga pelo sistema que não tem condições de suportar o número de pacientes. E, se você morrer na fila, o sistema agradece: é como um filtro natural...

     Resultado de um ano de espera: Bye, bye SUS; Hello Plano de Saúde Privado. E lá fui eu.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

5 KG A MENOS

     Após 2 semanas de cirurgia consegui uma perda de 13 quilos. Não é muito em se considerando meu peso total, mas conheço gente que daria a mão direita para emagrecer 13 kg. Não estou escrevendo muito, mas prometo ser mais prolixo nas próximas semanas.

domingo, 13 de junho de 2010

quinta-feira, 10 de junho de 2010

VÍDEO DA CIRURGIA - VIDEOLAPAROSCOPIA

     Antes de me submeter ao procedimento, assisti esse vídeo bem esclarecedor e didático. A técnica me impressionou. Antes porém, um aviso: é apenas para quem suporta cenas fortes.  http://www.youtube.com/watch?v=0aIV5ET1ujQ

terça-feira, 8 de junho de 2010

PRIMEIRA CONSULTA - BYE, BYE DRENO

     Hoje tive minha primeira consulta pós-cirurgia (10 dias) e pós-alta (7 dias). Tudo perfeito. O dreno quase seco, só um vazamento na cicatriz ao qual meu médico denominou "ceroma".
     Quanto ao dreno, este foi finalmente separado de mim e não vai deixar saudades. Que ele siga seu caminho enquanto eu sigo o meu...
     Como ninguém se prontificou a verificar meu peso, eu mesmo o fiz e descobri estar 8 quilos mais leve. Ótima notícia em se considerando que apenas 10 dias se passaram desde a cirurgia. Engraçado é que aparentemente não faz muita diferença, não. Deve ser porque eu estou muito grande.
     Esse é um tema interessante de discutir: quando é que você descobre que está muito acima do peso. No meu caso, como havia "brigado" com a balança já há muito tempo (há anos não me pesava), optei pela cirurgia por motivo de saúde, eis que sou hipertenso e, há dois anos, diabético. Minha intenção inicial era evitar complicações advindas dessas duas doenças cumuladas com o sobrepeso. Nunca me vi (ou me reconheci) como obeso e não me submeti à cirurgia por vaidade, mas por motivo de saúde. É claro que benefícios advirão, mas minha meta inicial era conseguir uma maturidade (a velhice ainda demora um pouco) digna e saudável. Acho que estou no bom caminho.
   

domingo, 6 de junho de 2010

UMA BOA NOTÍCIA. A GLICOSE CAI.

     Após tantos dias "comendo" gelatina, sopa e líquidos, uma boa notícia se confirmou: os níveis de glicose no sangue progressivamente vão sendo reduzidos, como demonstrado na foto acima. Esperança para diabéticos como eu. De repente, não sou mais diabético.

NOVOS VAZAMENTOS

     Após 7 dias de cirurgia apareceu outro incômodo. Os vazamentos antes restritos ao dreno na lateral do abdômen (que por sinal vão diminuindo) agora são acompanhados por um gotejamento constante em dois pontos da cicatriz. Após consulta a um e a outro "gastroplastizados" conhecidos meus, fiquei sabendo daquela velha história: - É assim mesmo. Logo, em uns 15 dias, acaba! Fica saindo uma aguinha meio gordurosa, não é nada complicado. É normal.
     Então está certo, é só esperar e adquirir toneladas de gaze para limpar o local e mantê-lo seco. Médico só terça-feira. Enquanto isso vou secando o local.

sábado, 5 de junho de 2010

TODO MUNDO SE REÚNE EM UMA MESA - E COME...

     O ato de comer, como não poderia deixar de ser, é inerente ao ser humano, como aos animais. Questão de sobrevivência, nascemos com o "instinto" de comer. O problema é quando você se submete a uma cirurgia como a gastroplastia e, ainda no início de seu restabelecimento, se vê massacrado pela mídia. Parece que todo mundo canta aquela velha canção:

Comer, comer,
Comer, comer,
É o melhor para
poder crescer.

     No dia seguinte à cirurgia, já livre dos incômodos da anestesia, é só ligar a televisão e está lá: propaganda de tudo o que é comida, até parece que 50% da verba de publicidade da televisão está ligada a alimentos. Nas novelas é pior. Nunca vi comer tanto. Até as classes menos favorecidas, das comunidades, comem pelo menos cinco vezes ao dia, e que mesa farta.
     Aqui mesmo onde estou convalescendo, nunca vi a turma comer tanto. Deve ser porque eu comia junto....
     Bom, de tentação em tentação a gente vai levando... e tentando ficar de boca fechada, só pensando:
     - Que sopinha rala gostosa!!!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

VOCÊ PRECISA DE ALGUÉM

     É inexorável: você vai precisar de alguém.
     Pode ser qualquer pessoa, esposa, esposo, parente, amigo, conhecido, desconhecido, só não vá sozinho. Se não tiver, procure urgente, você vai precisar dessa pessoa tanto ou mais quanto o ar que respira. No meu caso, sobrou para a esposa.
     Seu "apoio estratégico" tem que ter força física e de vontade, perseverança e sono leve. Paciência de monge é requisito muito apreciado. Ele vai te vigiar, olhar, virar na cama, dar água, "comida", banho, segurar aqueles instrumentos utilizados para recolher os subprodutos indesejáveis do corpo; vai te empurrar pelo corredor para que você pratique a "deambulação" no corredor do hospital, ouvir seus lamentos e gemidos, falar mal do hospital, mas elogiar a enfermeira que demorou menos de vinte minutos para te aplicar um remédio para dor. Vai, com certeza, olhar para você e dizer: isso passa, paciência, é assim mesmo.
     Na dúvida, combine com dois ou mais amigos, para que um assuma assim que o outro perca a paciência com você. Seu humor vai piorar muito. Ante à impossibilidade de ser independente, seu bom humor declina rapidamente e você pode ter uma crise emocional. Sem esquecer que, como já disse, dói muito.
     Meu conselho: não passe o pós-cirúrgico sem alguém a seu lado.

LEIA, INFORME-SE, DECIDA.


     Aviso aos navegantes: dói, e muito. O pós-cirúrgico imediato, para mim, foi extremamente doloroso. Haja remédio para dor. Por mais que você seja hipocondríaco, não há doses de medicamento que justifiquem a cirurgia. Realmente, a cirurgia é - e deve ser considerada - a última alternativa. Há dezenas de outras opções para perder peso e centenas de dietas. Eu mesmo, desde a década de 70, quando acompanhava as vãs tentativas de minha mãe em emagrecer, ouvi falar de várias, quase todas infrutíferas.
    Acredite, mesmo que não produzam resultados satisfatórios, todas elas são melhores que a cirurgia, seja pelo risco em si, seja pelos efeitos e cuidados que você deverá ter pelo resto da vida. É como se fosse sua última chance de levar (ou voltar a ter) uma vida que se aproxime dos padrões normais.
     Vale aqui o velho conselho: sempre procure um médico ou nutricionista na hora de fazer dieta. Também pense muito sobre as consequências e os riscos da cirurgia. Você tem grande chance de emagrecer, se sobreviver às complicações que podem ocorrer. Leia, informe-se, decida.
 

UM PRESENTE NÃO PROGRAMADO

Após a cirurgia descobri que ganhei um acessório: um dreno. Ele sai da lateral do abdômem e fica ali, pendurado, cerca de três centímetros para fora de você, como se fosse um velho amigo seu, feliz da vida. O problema é que ele, por mais que a medicina diga o contrário, não é seu amigo. É um ser indesejado, algo que não estava previsto no "pacote". Um apêndice incômodo. Não é utilizado em todos os casos, mas em mim, foi. Em poucos dias vão retirá-lo, mas até lá você terá problemas.
No início ele veio protegido em uma bolsa de colostomia. Depois que, em casa, você retira a bolsa, seus temores se confirmam. Em resumo, você simplesmente vaza. É como se você colocasse uma mangueira dentro do tanque de gasolina do seu carro e saísse por aí, dirigindo. Todas as leis da física dizem que o combustível vai irremediavelmente sair do tanque, por mais cuidadoso que você seja, e sai mesmo.
É incômodo. Incomoda ao andar, ao deitar, ao levantar, não tem jeito. Você vai sujar a roupa, os lençóis, a cama. Isso quando você não vaza direto no chão. Péssimo para o humor, péssimo para aqueles que te auxiliam. Você incomoda e se sente incomodado.
A medicina precisa aprimorar o método ou evoluir a ponto de suprimi-lo.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

JUSTIFICATIVA


Quase todo mundo conhece alguém que conhece alguém que já fez e cujos resultados foram muito bons, etc, etc. A gastroplastia, também denominada "cirurgia bariátrica" ou "cirurgia de redução de estômago", definitivamente virou moda e é assunto obrigatório em qualquer roda de obesos, assumidos ou não.

A intenção deste blog é permitir que os internautas possam acompanhar a "involução" de um obeso que sofreu a intervenção da gastroplastia. A ideia (óbvio) não deve ser original, mas vou tentar fazer de uma forma diferente, leve onde deva ser leve, mas sem omitir informações que considero essenciais.

Bem-vindos (com hífen porque acho que ainda pode).